Os principais impactos das novas tecnologias de imagem na Odontologia

1. Utilizando de forma responsável as novas tecnologias de imagem na Odontologia

Autores

Dr. Eduardo Felippe Duailibi Neto – Mestre e Doutorando pela Faculdade de Odontologia da USP.

Dr. Michel Lipiec – Professor Associado de Radiologia da FOUSP. Professor Responsável pelo Curso de Especialização em Radiologia da EAP/APCD – Jardim Paulista.

Dr. Jorge Hayek – Especialista, Mestre e Doutor pela Faculdade de Odontologia da USP. Professor do Curso de Especialização em Radiologia e Imaginologia da EAP/APCD – Jardim Paulista.

Dr. Israel Chilvarquer – Especialista em Imaginologia e Radiologia pela FOB-USP. Professor do Curso de Especialização em Radiologia e Imaginologia da EAP/APCD – Jardim Paulista.

Nos últimos 10 anos, a Radiologia Odontológica possibilitou aos profissionais diversos recursos por meio de sua evolução. A especialidade tem como objetivo auxiliar o estabelecimento do diagnóstico, colaborar no plano de tratamento, orientar e acompanhar qualquer manobra terapêutica.

Com o desenvolvimento da tecnologia da informação, aprimoraram-se diversos métodos de imagem, os quais possuem vantagens substanciais sobre os métodos convencionais. Vale lembrar que a radiografia sempre será um exame complementar: independentemente da técnica aplicada, nenhuma imagem será conclusiva no diagnóstico, sendo sempre sugestiva.

Dentre estes novos métodos, a Radiografia Digital (RD) e a Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (TCFC), ou cone beam, representam um grande avanço na especialidade, potencializando o papel da imagem no processo de diagnóstico com recursos indisponíveis em técnicas convencionais.

Entre os benefícios, destacam-se a significativa redução da dose de radiação e a eliminação do processamento químico, reduzindo o dano biológico e o impacto ambiental.

A União Europeia criou o projeto SEDENTEXCT, com o objetivo de aumentar a segurança e eficiência no uso da TCFC. As diretrizes podem ser encontradas em:

http://www.sedentexct.eu

Princípios para indicação

  1. Analyzar o indivíduo de forma única, de modo que os benefícios do exame superem os riscos da exposição aos raios X.
  2. Solicitar o exame de forma clara, informando o motivo e os dados clínicos relevantes.
  3. Nunca utilizar a TCFC como exame de rotina. Sua indicação deve estar respaldada por necessidade clínica.

O uso de aventais plumbíferos e protetores de tireoide é recomendado para reduzir ao mínimo a absorção de radiação.

Modernamente, existem aparelhos que realizam exposições de pequeno, médio e grande volume, limitando a área observada e reduzindo a dose absorvida pelo paciente.

Conclui-se que devemos utilizar essas novas tecnologias de forma racional e responsável, sempre priorizando a segurança do paciente.


2. Referências

SEDENTEXCT – http://www.sedentexct.eu

Ludlow JB, Ivanovic M. Comparative dosimetry of dental CBCT devices and 64-slice CT for oral and maxillofacial radiology. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2008;106:106–14.

Pauwels R et al. Effective dose range for dental cone beam computed tomography scanners. Eur J Radiol. 2012 Feb;81(2):267–71.

Okano T et al. Absorbed and effective doses from cone beam volumetric imaging for implant planning. Dentomaxillofac Radiol. 2009 Feb;38(2):79–85.